Marcilene Silva da Costa (Marci Ezili) nasceu em Santa Izabel do Pará, pequena cidade do Norte do Brasil. Escritora e antropóloga, escreve contos, crônicas e poesia.
Doutora em Antropologia Social e Histórica pela Universidade de Toulouse – Jean Jaurès (França) e mestra em Antropologia pela Universidade Federal do Pará (Brasil), atua como pesquisadora e professora. Orienta seu trabalho pela defesa da leitura, da escrita e do fazer científico como direitos fundamentais, especialmente para populações historicamente marginalizadas, e tem publicado artigos em revistas científicas no Brasil, em Portugal, no México, no Canadá e na França.
Sua escrita ficcional é reconhecida em prêmios e seleções literárias nacionais, com textos integrados a coletâneas e revistas especializadas. Em 2021, teve poemas selecionados para a antologia LiterAmazônicas (Editora Expressão Feminista); o conto A menina dos cabelos cor de fogo venceu o Voa UniSER/UnB – Prêmio Literário para a Maturidade e integra a coletânea Seleção de Contos (2022–2023), e a crônica Antenas de formiga foi selecionada no 1º Concurso Rubem Alves de Literatura – Gênero Crônica, compondo a antologia Sinais do mundo (Farol das Letras, 2026).
É autora de Amazina: poemas de chuva (Belém: Folheando, 2022) e Entre Nós: poemas de memórias canceladas (Cotia: Urutau, 2022). O poema Água de colônia, desta última obra, foi tema da prova de tradução francês–português da Universidade de Toulouse – Jean Jaurès, em 2024.
Integra o grupo das vinte escritoras selecionadas para o Programa de Mentoria de Escritoras Negras (2025–2026), iniciativa do Ministério da Igualdade Racial, da Universidade Federal Fluminense e da Fundação Euclides da Cunha.
Atualmente vive em Paris.